quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mídias interruptivas x Mídias que engajam

Anunciantes mostram a direção para as Mídias


Em evento realizado em 14/02/2011 em Barcelona ( Mobile World Congress), com a presença dos presidentes do Google, Apple, Microsoft e vários anunciantes, a frase mais marcante veio do Diretor Global de Midia da Unilever: “Estamos mudando a nossa comunicação de meios interruptivos, para meios que geram engajamento”.

A frase sintetiza de forma interessante as dúvidas que assombram veículos e anunciantes. Qual o futuro das mídias tradicionais? Como me posicionar em meio a tantas plataformas?

Saída simples não existe. Mas é atitude inteligente observar o que os Anunciantes pensam a respeito. A UNILEVER é o segundo maior anunciante mundial tendo papel relevante nos mercados americanos e europeus (é o terceiro anunciante no Brasil segundo ranking da revista M&m).

Quem conhece o mercado publicitário sabe que o diretor de Mídia da Unlilever é avaliado por métricas objetivas, portanto suas opiniões refletem tendências de anunciantes. Ao dizer aquela frase ele está sinalizando que o modelo tradicional (com os “intervalos comerciais”) está perdendo força.Desnecessário ser o diretor global de mídia da Unilever para perceber isso. Os efeitos de dispersão de audiência já foram medidos (no Brasil e lá fora) nos comportamentos Zaping (mudança de canal), Surfing (assistir vários canais simultaneamente) e Afastamento (TV ligada para afastar a sensação de solidão).

Soma-se isso a concorrência com a WEB e suas infinitas distrações: FACEBOOK, TWITTER, BLOGS, GOOGLE.

Essa dispersão de audiência (que não é medida pelo IBOPE) tem provocado um movimento dos Anunciantes por novos formatos.

Reality Show e Jornalismo Colaborativo

No Brasil já estamos experimentando a explosão dos reality shows. Este formato foi um alívio para os veículos que puderam convencer os anunciantes a investir nas plataformas tradicionais. Motivo? A possibilidade de se colocar a marca dentro do conteúdo da programação, sem as inúmeras interrupções que possibilitam a fuga da audiência para plataformas concorrentes.

Houve uma corrida dos anunciantes para se posicionar em todos os formatos possíveis de Reality Shows: BBB, FAZENDA, APRENDIZ entre outros. Apesar da evidente saturação que isso causou, mostrou para os veículos que o formato era um filão que não podia ser desprezado (O BBB é o segundo produto mais lucrativo para GLOBO, perdendo apenas para o futebol).

Anunciantes com juízo perceberam que apesar da imensa popularidade (e possibilidade de mesclar conteúdo e marca) do reality show, existiam vários riscos no formato. Conteúdo compatível a junk food (artificial, descartável) poderia contaminar a marca. Afinal Familiaridade não é Favorabilidade.

Há, entretanto, um papel positivo no Reality Show: mostrar que existem possibilidades de outros formatos nas plataformas tradicionais. Ele abriu espaço para experimentação.

Acredito que há oportunidade para formatos onde o conteúdo seja gerado de forma colaborativa. Existem raros exemplos no mundo de mídias tradicionais abertas a conteúdo colaborativo. Alguns conteúdos - como no youtube - mostram que ideias que combinem plataforma tradicional com mídias interativas são possíveis.

O assunto é polêmico, principalmente entre os puristas das regras jornalísticas. Mas não é possível escapar do debate, principalmente com a pressão imposta pelos modelos de negócios (leia-se Anunciantes)

Em Curitiba acabado de ver um telejornal da RPC, onde 70% das imagens, alagamentos causados pelas chuvas, foram produzidos pela própria audiência. Sei que esse conteúdo, gerado pela comunidade, tende a ser visto com sérias restrições pelos jornalistas tradicionais. Mas é miopia ignorar essa tendência.

Os exemplos históricos e recentes (Egito) mostram que aqueles que tentam “segurar onda nos braços, acabam levando um caldo”.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez -> http://que-midia-e-essa.blogspot.com/
ramirogon@uol.com.br
Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Irracionalidade exuberante 2.0 ou neo-xamanismo: TWITTER vale US$ 10 bilhões?

As especulações sobre o valor das operações do FACEBOOK e do TWITTER lembram mágicas xamãs: sempre misteriosas, mas com efeitos surpreendentes.

O Wall Street Journal publicou ontem que “investidores” avaliam o TWITTER em US$ 10 bilhões . Qualquer análise racional geraria as seguintes perguntas:
i) Qual é a geração de caixa dessa empresa?
ii) Qual o retorno sobre patrimônio líquido?

As técnicas do xamanismo recomendam que essas perguntas nunca sejam respondidas.
Os dados de receitas e lucratividade não são abertos pelo TWITTER (nem pelo The Huffingtom Post, recém comprado pelo AOL).
Os analistas de mercado estimam que as receitas do TWITTER foram de US$ 45 milhões em 2010, podendo chegar a US$ 80 milhões em 2011.
Estamos falando em receitas e não em lucratividade!
Vamos fazer um esforço xamanico e imaginar que estas receitas sejam integralmente lucro.
Quantos anos com essa geração de lucro seria o retorno para os US$ 10 bilhões ?
Meros 125 anos para retornar o investimento...


Evidente que irão dizer: e a perspectivas de aumento futuro de receitas?
Claro que existem. Mas se é tão simples, Qual o motivo que nenhuma grande empresa WEB abre seu Modelo de Negócios? Suas receitas na Web?
Exceção ao Google (que apesar de não abrir seu modelo é uma operação lucrativa) todas as outras têm uma geração de caixa bem inferior ao sua potencial audiência.
O Twitter começou a vender anúncios em Agosto de 2010 não fornece dados objetivos desta iniciativa. Os “tweets” promocionais ainda não se mostraram eficientes nem para o Twitter e nem para os anunciantes.

O Twitter tem o mesmo desafio que FACEBOOK como traduzir a enorme audiência em modelo de negócios.

Com seus 200 milhões de usuários o Twitter deveria ser uma máquina de criação de valor. Deveria, mas esconde seus resultados. Qual motivo?
O mesmo ocorre com o The Huffingtom Post. Nunca mostrou ou abriu seu P&L (profit and loss report) aos analistas. Mas inteligentemente conseguiu vendê-lo ao AOL...

O grande desafio nos próximos anos não é tecnológico, tão pouco trazer audiência, o desafio é fazer todas essas iniciativas serem viáveis economicamente.

Substitui-se uma análise racional por um neo-xamanismo 2.0, vamos ver no que dá.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MÍDIA AMERICANA EM EBULIÇÃO

As fusões e aquisições na mídia americana proliferam. O motivo: a busca por novos territórios e modelos de negócios.


A Folha de São Paulo de hoje informa que a AOL, portal de internet que ainda busca um modelo de negócios, adquiriu o The Huffington Post (plataforma de notícias que nos EUA virou sinônimo de jornalismo on-line).
Interessante que na visita que Arianna Huffington, cofundadora do site, fez ao Brasil no ano passado, esquivou-se em responder perguntas sobre a estrutura de receitas de seu portal de notícias.
Como quase tudo na WEB é Sucesso de audiência, mas sem clara fonte de receitas ....
O acordo, de US$ 315 milhões (R$ 540 milhões), cria a Huffington Post Media Group, que tem potencial de atingir 270 milhões de visitantes únicos mensais no mundo e 117 milhões nos Estados Unidos.
"Combinando o HuffPost com a rede de sites da AOL, aumentando a iniciativa de vídeos, de foco local e alcance internacional, sabemos que temos uma empresa que pode ter impacto enorme", escreveu Huffington.

Novas Plataformas, Novos modelos de Negócios

Os grupos de mídia americanos buscam se adequar às novas plataformas e criar novas fontes de receitas. Exemplo recente foi o lançamento em janeiro do primeiro jornal exclusivo para iPad, o "Daily" custará US$ 0,99 por semana.
Acredito que a AOL pode ter lançado sua última cartada com a compra do Huffington Post. A AOL viu suas receitas do quarto trimestre de 2010 recuaram 26%, para US$ 600 milhões, em razão da queda de assinantes de internet discada nos EUA e dos anúncios publicitários, sua maior fonte de renda. Em 2010, fechou 2.500 vagas, demitindo praticamente um terço de seus funcionários.
Com certeza a AOL vai aumentar sua audiência, mas novamente não sabemos se suas receitas com publicidade irão crescer na mesma proporção.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A guerra silenciosa das Mídias

Existe uma guerra silenciosa, discreta e muito restrita para definir as fronteiras dos novos territórios de mídia.

Com a Convergência das Mídias se tornando realidade, as teorias de convivência das plataformas de mídia são colocadas em cheque, não por sua viabilidade tecnológica, mas por estruturas de controle acionário.

Vencidas as barreiras tecnológicas e de comportamento do usuário, os domínios de novos territórios (leia-se plataformas) - passam a ser definições de modelos de negócios e controle acionário.

A FASE 1 da convergência já foi ultrapassada: as tecnologias existentes permitem multi-plataformas para as mídias. Todos os grandes veículos impressos no Brasil já desenvolveram seu aplicativo para IPAD. Isso foi (exaustivamente) debatido em voz alta nos mercados.

Com a FASE 2, a situação é bem diferente. Na fase 2 entra o debate sobre modelo de negócios: como ganhar dinheiro e como fazer isso em cada plataforma?
A resposta a estas questões tendem a passar também por aspectos sobre o controle acionário e participação de capital nacional nas novas plataformas. Afinal sabemos que não há - rigorosamente - nenhuma barreira para uma empresa telefônica, por exemplo, a atuar em outras plataformas (i.e. TV PAGA). Sabemos também que o controle acionário dessas empresas é multinacional.
O debate silencioso agora é sobre propriedade cruzada”.
O que é isso? É o domínio, pelo mesmo acionista (ou acionistas), sobre diferentes plataformas (Web, TV aberta, TV paga, rádio, jornal, OOH).
O governo parece adotar um modelo de concessão única. Ou seja, um mesmo acionista detém direitos em várias plataformas. Do ponto de vista de distribuição de conteúdo faz todo o sentido. Do ponto de vista de controle acionário, expulsa concorrência externa.
Como essa medida expulsa a concorrência? Resposta Simples: O Ministério das Comunicações defende a extensão aos meios de comunicação digital (portais) do limite de 30% de capital estrangeiro que hoje vigora para jornal, rádio e TV.
Este é um assunto muito importante (e muito polêmico) que é pouco debatido na mídia (por motivos óbvios).
Acredito que a academia poderia propiciar um ambiente para um debate onde o contraditório pudesse ser observado para cada modelo adotado.
Todos ganhariam com o debate: usuários, clientes, fornecedores, profissionais da mídia e a sociedade.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

IMPÉRIO FACEBOOK

Nota: este POST foi originalmente divulgado no BLOG MODOMIDIA de Lanna Morais (Recomendo visitar o MODOMIDIA, muitas novidades por lá)

Era de se imaginar que nada se sustenta muito tempo na WEB. Second Life é um exemplo perfeito de como as novidades chegam e vão. Virou vida de segunda…

Entretanto, o Google parecia dominar isoladamente (e de forma perene) a primeira colocação no mundo digital. Os motivos eram claros: facilidade, relevância e universalidade. Nada mais fácil que digitar uma frase ou uma palavra e obter milhares de significados e explicações para ela.

A relevância está no auxílio incontestável que isso presta a cada usuário no seu dia-a-dia. Estavamos convencidos que nada poderia superar o GOOGLE. Engano digital.

Começam a pipocar evidências que existe algo que pode se contrapor ao Google: O Facebook. Primeiro foi a conquista de 500 milhões de usuários cadastrados em julho de 2010. Isso repercutiu bastante na rede com as equivalências com populações dos países. O Facebook seria o terceiro país no mundo em habitantes. Evidente exagero. Agora o banco de investimentos GOLDMAN SACHS acaba de avaliar o FACEBOOK em US$ 50 bilhões - ou aproximadamente R$ 80 bilhões. Para fazer outra comparação (exagerada), o FACEBOOK valeria mais do que o dobro do valor necessário para construir o trem-bala que conectará RIO- SP.
Está claro que o GOLDMAN SACHS não fez uma avaliação tradicional do valor do FACEBOOK. O valor presente (fluxo de caixa descontado) dificilmente atingiria US$ 50 bilhões – com uma geração de caixa anual ao redor de US$ 2 bilhões que o FACEBOOK possui hoje. No que o GOLDMAN SACHS está apostando? Nas mudanças no comportamento humano que o FACEBOOK traz.


Construi esta hipótese ao observar o comportamento de usuários em Londres:
Num Internet Cafe, perto da estação Bayswater – Hyde Park, é possível ver algo inconcebível há 5 anos: meninas islâmicas usuárias fanáticas do FACEBOOK. Sentado em um dos computadores – numa quarta-feira de janeiro de 2011 – pude observar um batalhão de meninas entre 19 e 25 anos chegando com véus (burcas) cobrindo os rostos. Já que existiam poucas posições nos computadores disponíveis, elas ficavam em fila aguardando seus 15 minutos para usar o FACEBOOK. Meu assento ficava imediatamente na direção do computador que elas estavam usando (eu havia locado o meu por duas horas), então, pude observar surpreso como era o processo.

Todas as meninas (eram 13) entravam na rede pelo FACEBOOK. Uma após outra esperavam sua vez de se conectar à rede de amigos. A curiosidade me fez ficar atento ao movimento. Arrisquei e perguntei (como se não soubesse) o que elas estavam fazendo. A que parecia mais velha no grupo (aproximadamente 25 anos) foi a única a responder: That is FACEBOOK! Ela rapidamente (e com pouca paciência) tentou me explicar o que era “aquilo”. Ouvi atento sua explicação. Quando senti que havia espaço fiz outra pergunta: ‘Seus pais sabem que vocês usam isso?’ Resposta: ‘eles não têm ideia que isso existe…’


Fiquei imaginando as consequências disso no comportamento daquelas meninas. E, mais importante, como o FACEBOOK poderia utilizar a informação disponibilizada por elas.

O FACEBOOK é a prova cabal que não se pode subestimar o poder de recuperação da economia americana. Declínio do império? Difícil imaginar. Onde, afinal, estão os servidores que armazenam os dados dessas meninas? Quem tem mais informações sobre a vida delas: os pais ou o Facebook? Mais do que uma tecnologia em rede, o FACEBOOK e uma tecnologia social. Fica difícil falar em declínio americano quando de f ato eles podem controlar as informações de meninas islâmicas melhor do que seus pais.
Começa a ficar claro o potencial que o GOLDMAN SACHS viu no FACEBOOK.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Mudanças nas Mídias Impressas e On Line

Este ano que termina será lembrado - nos compêndios de estudos de modelos de negócios nas mídias- como o ponto de inflexão dos investimentos publicitários.

Apresentamos no livro MÍDIAS e NEGÓCIOS a hipótese central que uma nova plataforma não destrói a antiga, apenas a reposiciona. Este reposicionamento é feito de forma primária pelo usuário e secundária pelo anunciante.
O anunciante sempre busca racionalidade na sua política de investimentos. Ele é a maior evidência (e o juiz de fato) das mudanças em mídia.
Afinal é ele quem paga a conta.
Movimentos no fluxo de dinheiro são apenas reflexo da eficiência das plataformas. Levantamento recente mostra mudança no direcionamento desses fluxos.
A empresa de pesquisa eMARKETER mostra que em 2010 os investimentos em mídia impressa -US$ 25,7 bilhões - foram superados em pequena vantagem pelos investimentos em publicidade on line - US$ 25,8 bilhões.
Parece pouco. Não é. O primeiro jornal americano tem mais de 200 anos, os anúncios on line têm menos de 20 anos.
Paradoxalmente a audiência total para jornais cresceu no período.
Ocorre que poucos computam o efeito DISPERSÃO DA AUDIÊNCIA: várias plataformas sendo acessadas com pouco profundidade em cada uma. Isso reduz a eficiência de TODAS as mídias, sem distinção.
Exemplo típico é a pesquisa da Forrester Research de nov-2010 mostrando que o americano gasta mais tempo on line do que assistindo TV. (o mesmo ocorre no Brasil, basta conversar com nossos alunos universitários).
Se todas as mídias perdem eficiência, qual razão há migração para on line?
Como nessa mídia há a possibilidade de interação e há uma busca ativa do usuário por assuntos de seu interesse, há maior probabilidade de uma ação promocional ser mais efetiva.
No Brasil ainda não há movimento na mesma intensidade (embora a direção seja a mesma) devida ao AUTOENGANO na relação Anunciante-Agência-veículo:
1) Um executivo anunciante preguiçoso, não irá mover a verba - que no passado foi um sucesso em determinado meio - para outro;
2) A agência não irá direcionar esforços para WEB onde é necessário muito trabalho e conhecimento. Sabemos que esforços on line são efetivos quando feito na base "one-to-one" e isso é trabalhoso e exige inovação em cada campanha;
3) O veículo ainda fomenta determinadas plataformas através do famigerado B.V. Ainda envolto em um manto de segredo e mistério. O assunto é tão tabu que muitos alunos de administração se formam sem saber de sua existência.

As evidências mostram que isso vai mudar.É só acompanhar os fatos que pouco a pouco vem a público.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O FIM DO CARTÃO DE VISITAS

Alguém lembra da época que se dobrava a pontinha do cartão de visitas antes de entregá-lo ao cliente ou ao colega de trabalho?

Virou algo tão fora de moda que alguns nem se lembram o motivo para fazer esta dobra: era para facilitar a localização no porta cartões. A "dobrinha" diferenciava o "seu" cartão dos demais.
TÍPICO DE SOLUÇÕES ANALÓGICAS -> Diferencial físico na informação.

Agora acabo de descobrir um Cartão de visitas virtual. Modismo passageiro? Pode ser. Pouco prático? talvez. Mas vamos investir um tempo para analisar as funcionalidades oferecidas.
Num único endereço na web você pode:
1)Compilar seu currículo;
2) Criar um portfólio de suas realizações;
3) Manter os contatos de todas as suas redes sociais.

Esse conceito foi criado por uma empresa-> a IdentyMe.
Rompe com o mundo analógico pois permite organizar e integrar sua presença nas redes sociais com sua vida profissional.
Em parte esse serviço tem sido oferecido (há pelo menos 5 anos) pelo LINKEDIN.
A novidadede é integrar um conceito que normalmente é ignorado por um pretendente a um cargo numa grande empresa: sua vida nas redes sociais. Engana-se aquele que pensa que sua vida na rede social não é avaliada. Ingenuidade do mundo analógico. As empresas sabem que parte importante de sua história está nas redes sociais e elas investigam isso.
A grande contribuição do IdentyMe é alertar o profissional: sua vida nas redes sociais também é importante. E aqui não cabe juízo de valor se isso é bom ou ruim, o processo é irreversível.
Quem tiver curiosidade em conhecer o conceito, visite -> http://identyme.com/

Boa sorte em sua próxima entrevista de emprego.


Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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