domingo, 7 de agosto de 2011

Livro debate MODELOS DE NEGÓCIOS NAS MÍDIAS

Acaba de ser lançado o livro onde há um estudo qualitativo e quantitativo a respeito dos MODELOS DE NEGÓCIOS e AS NOVAS PLATAFORMAS DE MÍDIA.
O pressuposto inicial é tentar responder uma questão paradoxal:
“As plataformas ON LINE capturam audiência das plataformas OFF LINE, mas não trazem receitas na mesma proporção”.
As conseqüências são dramáticas: queda da remuneração aos produtores de conteúdo, disfuncionalidade nos modelos de negócios de veículos, redução na qualidade do conteúdo produzido e a proliferação do jornalismo gratuito.

O livro traz possíveis alternativas e busca uma análise para conciliar essas plataformas num modelo de negócios sustentáveis.
Abaixo a sinopse do lançamento realizado em 3 agosto, na Livraria Cultura.

Autores: Paulo Faustino e Ramiro Gonçalez
A obra Gestão Estratégica e Modelos de Negócio – O caso da indústria da mídia, da autoria de Paulo Faustino e Ramiro Gonçalez, é apresentada dia 3 de Agosto, às 18h30, na LIVRARIA CULTURA - SHOPPING MARKET PLACE (Marginal Pinheiros), em São Paulo.
A apresentação conta com a participação do Professor Valério de Brittos e Agostinho Branquinho (Ongoing, Administrador). Esta obra estará disponível nas livrarias em Portugal, no Brasil e na Amazon, entre outras livrarias físicas e virtuais.
Este livro, prefaciado pelo Professor Celso Grisi da FEA USP , aborda as transformações que ocorrem na indústria da informação, em particular na indústria de mídia. Num contexto de volatilidade da sociedade, dos consumidores e dos mercados, torna-se fundamental compreender as dinâmicas de mercado, de modo a adoptar as melhores práticas de gestão. A obra contém uma abordagem teórica e prática de importantes questões relativas à gestão estratégica dos mídia tradicionais, reflectindo sobre o reposicionamento dos mesmos face às transformações impostas pela Internet e analisa o seu impacto na disrupção dos negócios e na desmaterialização da economia, particulamente no sector dos media.
Paulo Faustino é doutorado e especializado em economia, gestão e políticas dos media; é docente na Universidade do Porto, Escola Superior de Comunicação Social (Lisboa) e Escola Superior de Edução e Ciências Sociais (Leiria) Está a realizar um PostDoc e está associado a centros de investigação Europeus e Norte Americanos. É presidente da Media XXI/Formalpress.
Ramiro Gonçalez é pesquisador e professor de cursos de MBA, entre eles o da FIA - USP. Actua nas áreas de inteligência competitiva e gestão mercadológica. Tem desenvolvido o seu percurso profissional, conciliando a actividade académica como executivo de importantes empresas multinacionais, sediadas no Brasil.
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Ficha Técnica:
Nome: Gestão Estratégica e Modelos de Negócio: O caso da indústria de mídia
Autores: Paulo Faustino e Ramiro Gonçalez
Editora: MediaXXI/ Formalpress (www.mediaxxi.com)
ISBN: 978-989-8143-74-7
Número de Páginas: 310
Preço: 36,59 reais (Brasil) - 16 euros (Europa) - 22,78 dólares (EUA)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

VALOR DO LINKEDIN DISPARA

Os valores das plataformas sociais não param de surpreender o mundo.
Nesta 6a feira- 20 de maio - o valor de mercado do LinkedIn mais do que dobrava em relação ao valor do lançamento das ações.
Explico: quando uma empresa fechada (capital próprio de poucos acionistas) é lançado ao mercado (ações comercializadas em bolsa) isso é chamado de Oferta Pública de Ações.
Como é feito? Imagine que você tem um imóvel que acredita valer R$ 100 mil e quando anuncia (num jornal) vários interessados o procuram e ofertas chegam a mais de R$ 200 mil.

Algo análogo aconteceu ao Linkedin. Às 12h43, as ações da companhia subiam 126%, cotadas acima de US$ 101,8, ante o preço da oferta pública inicial de US$ 45. Com isso, o valor de mercado da empresa superava os US$ 8 bilhões.

LinkedIn está sendo negociada a um preço cerca de 600 vezes maior que o lucro!

Mostra uma tendência. No final de 2010 um banco de investimentos americano também avaliou o FACEBOOK muito acima de sua capacidade de geração de resultados. Evidente que os investidores apostam na capacidade futura de geração de caixa dessas empresas. O interessante é que o LinkedIn é a primeira grande rede social dos Estados Unidos a ir ao mercado e testar seu valor.
Mostrou claramente que existe demanda por ações de empresas como Facebook, Groupon e Twitter.

Parece que apesar da revolução nas plataformas de mídia, o objetivo continua o mesmo: ganhar muito dinheiro.
Novamente surgem dúvidas sobre a sustentabilidade da evolução desses valores. A pergunta frequente e pertinente: isso é uma bolha?
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Mídias interruptivas x Mídias que engajam

Anunciantes mostram a direção para as Mídias


Em evento realizado em 14/02/2011 em Barcelona ( Mobile World Congress), com a presença dos presidentes do Google, Apple, Microsoft e vários anunciantes, a frase mais marcante veio do Diretor Global de Midia da Unilever: “Estamos mudando a nossa comunicação de meios interruptivos, para meios que geram engajamento”.

A frase sintetiza de forma interessante as dúvidas que assombram veículos e anunciantes. Qual o futuro das mídias tradicionais? Como me posicionar em meio a tantas plataformas?

Saída simples não existe. Mas é atitude inteligente observar o que os Anunciantes pensam a respeito. A UNILEVER é o segundo maior anunciante mundial tendo papel relevante nos mercados americanos e europeus (é o terceiro anunciante no Brasil segundo ranking da revista M&m).

Quem conhece o mercado publicitário sabe que o diretor de Mídia da Unlilever é avaliado por métricas objetivas, portanto suas opiniões refletem tendências de anunciantes. Ao dizer aquela frase ele está sinalizando que o modelo tradicional (com os “intervalos comerciais”) está perdendo força.Desnecessário ser o diretor global de mídia da Unilever para perceber isso. Os efeitos de dispersão de audiência já foram medidos (no Brasil e lá fora) nos comportamentos Zaping (mudança de canal), Surfing (assistir vários canais simultaneamente) e Afastamento (TV ligada para afastar a sensação de solidão).

Soma-se isso a concorrência com a WEB e suas infinitas distrações: FACEBOOK, TWITTER, BLOGS, GOOGLE.

Essa dispersão de audiência (que não é medida pelo IBOPE) tem provocado um movimento dos Anunciantes por novos formatos.

Reality Show e Jornalismo Colaborativo

No Brasil já estamos experimentando a explosão dos reality shows. Este formato foi um alívio para os veículos que puderam convencer os anunciantes a investir nas plataformas tradicionais. Motivo? A possibilidade de se colocar a marca dentro do conteúdo da programação, sem as inúmeras interrupções que possibilitam a fuga da audiência para plataformas concorrentes.

Houve uma corrida dos anunciantes para se posicionar em todos os formatos possíveis de Reality Shows: BBB, FAZENDA, APRENDIZ entre outros. Apesar da evidente saturação que isso causou, mostrou para os veículos que o formato era um filão que não podia ser desprezado (O BBB é o segundo produto mais lucrativo para GLOBO, perdendo apenas para o futebol).

Anunciantes com juízo perceberam que apesar da imensa popularidade (e possibilidade de mesclar conteúdo e marca) do reality show, existiam vários riscos no formato. Conteúdo compatível a junk food (artificial, descartável) poderia contaminar a marca. Afinal Familiaridade não é Favorabilidade.

Há, entretanto, um papel positivo no Reality Show: mostrar que existem possibilidades de outros formatos nas plataformas tradicionais. Ele abriu espaço para experimentação.

Acredito que há oportunidade para formatos onde o conteúdo seja gerado de forma colaborativa. Existem raros exemplos no mundo de mídias tradicionais abertas a conteúdo colaborativo. Alguns conteúdos - como no youtube - mostram que ideias que combinem plataforma tradicional com mídias interativas são possíveis.

O assunto é polêmico, principalmente entre os puristas das regras jornalísticas. Mas não é possível escapar do debate, principalmente com a pressão imposta pelos modelos de negócios (leia-se Anunciantes)

Em Curitiba acabado de ver um telejornal da RPC, onde 70% das imagens, alagamentos causados pelas chuvas, foram produzidos pela própria audiência. Sei que esse conteúdo, gerado pela comunidade, tende a ser visto com sérias restrições pelos jornalistas tradicionais. Mas é miopia ignorar essa tendência.

Os exemplos históricos e recentes (Egito) mostram que aqueles que tentam “segurar onda nos braços, acabam levando um caldo”.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Irracionalidade exuberante 2.0 ou neo-xamanismo: TWITTER vale US$ 10 bilhões?

As especulações sobre o valor das operações do FACEBOOK e do TWITTER lembram mágicas xamãs: sempre misteriosas, mas com efeitos surpreendentes.

O Wall Street Journal publicou ontem que “investidores” avaliam o TWITTER em US$ 10 bilhões . Qualquer análise racional geraria as seguintes perguntas:
i) Qual é a geração de caixa dessa empresa?
ii) Qual o retorno sobre patrimônio líquido?

As técnicas do xamanismo recomendam que essas perguntas nunca sejam respondidas.
Os dados de receitas e lucratividade não são abertos pelo TWITTER (nem pelo The Huffingtom Post, recém comprado pelo AOL).
Os analistas de mercado estimam que as receitas do TWITTER foram de US$ 45 milhões em 2010, podendo chegar a US$ 80 milhões em 2011.
Estamos falando em receitas e não em lucratividade!
Vamos fazer um esforço xamanico e imaginar que estas receitas sejam integralmente lucro.
Quantos anos com essa geração de lucro seria o retorno para os US$ 10 bilhões ?
Meros 125 anos para retornar o investimento...


Evidente que irão dizer: e a perspectivas de aumento futuro de receitas?
Claro que existem. Mas se é tão simples, Qual o motivo que nenhuma grande empresa WEB abre seu Modelo de Negócios? Suas receitas na Web?
Exceção ao Google (que apesar de não abrir seu modelo é uma operação lucrativa) todas as outras têm uma geração de caixa bem inferior ao sua potencial audiência.
O Twitter começou a vender anúncios em Agosto de 2010 não fornece dados objetivos desta iniciativa. Os “tweets” promocionais ainda não se mostraram eficientes nem para o Twitter e nem para os anunciantes.

O Twitter tem o mesmo desafio que FACEBOOK como traduzir a enorme audiência em modelo de negócios.

Com seus 200 milhões de usuários o Twitter deveria ser uma máquina de criação de valor. Deveria, mas esconde seus resultados. Qual motivo?
O mesmo ocorre com o The Huffingtom Post. Nunca mostrou ou abriu seu P&L (profit and loss report) aos analistas. Mas inteligentemente conseguiu vendê-lo ao AOL...

O grande desafio nos próximos anos não é tecnológico, tão pouco trazer audiência, o desafio é fazer todas essas iniciativas serem viáveis economicamente.

Substitui-se uma análise racional por um neo-xamanismo 2.0, vamos ver no que dá.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

MÍDIA AMERICANA EM EBULIÇÃO

As fusões e aquisições na mídia americana proliferam. O motivo: a busca por novos territórios e modelos de negócios.


A Folha de São Paulo de hoje informa que a AOL, portal de internet que ainda busca um modelo de negócios, adquiriu o The Huffington Post (plataforma de notícias que nos EUA virou sinônimo de jornalismo on-line).
Interessante que na visita que Arianna Huffington, cofundadora do site, fez ao Brasil no ano passado, esquivou-se em responder perguntas sobre a estrutura de receitas de seu portal de notícias.
Como quase tudo na WEB é Sucesso de audiência, mas sem clara fonte de receitas ....
O acordo, de US$ 315 milhões (R$ 540 milhões), cria a Huffington Post Media Group, que tem potencial de atingir 270 milhões de visitantes únicos mensais no mundo e 117 milhões nos Estados Unidos.
"Combinando o HuffPost com a rede de sites da AOL, aumentando a iniciativa de vídeos, de foco local e alcance internacional, sabemos que temos uma empresa que pode ter impacto enorme", escreveu Huffington.

Novas Plataformas, Novos modelos de Negócios

Os grupos de mídia americanos buscam se adequar às novas plataformas e criar novas fontes de receitas. Exemplo recente foi o lançamento em janeiro do primeiro jornal exclusivo para iPad, o "Daily" custará US$ 0,99 por semana.
Acredito que a AOL pode ter lançado sua última cartada com a compra do Huffington Post. A AOL viu suas receitas do quarto trimestre de 2010 recuaram 26%, para US$ 600 milhões, em razão da queda de assinantes de internet discada nos EUA e dos anúncios publicitários, sua maior fonte de renda. Em 2010, fechou 2.500 vagas, demitindo praticamente um terço de seus funcionários.
Com certeza a AOL vai aumentar sua audiência, mas novamente não sabemos se suas receitas com publicidade irão crescer na mesma proporção.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

A guerra silenciosa das Mídias

Existe uma guerra silenciosa, discreta e muito restrita para definir as fronteiras dos novos territórios de mídia.

Com a Convergência das Mídias se tornando realidade, as teorias de convivência das plataformas de mídia são colocadas em cheque, não por sua viabilidade tecnológica, mas por estruturas de controle acionário.

Vencidas as barreiras tecnológicas e de comportamento do usuário, os domínios de novos territórios (leia-se plataformas) - passam a ser definições de modelos de negócios e controle acionário.

A FASE 1 da convergência já foi ultrapassada: as tecnologias existentes permitem multi-plataformas para as mídias. Todos os grandes veículos impressos no Brasil já desenvolveram seu aplicativo para IPAD. Isso foi (exaustivamente) debatido em voz alta nos mercados.

Com a FASE 2, a situação é bem diferente. Na fase 2 entra o debate sobre modelo de negócios: como ganhar dinheiro e como fazer isso em cada plataforma?
A resposta a estas questões tendem a passar também por aspectos sobre o controle acionário e participação de capital nacional nas novas plataformas. Afinal sabemos que não há - rigorosamente - nenhuma barreira para uma empresa telefônica, por exemplo, a atuar em outras plataformas (i.e. TV PAGA). Sabemos também que o controle acionário dessas empresas é multinacional.
O debate silencioso agora é sobre propriedade cruzada”.
O que é isso? É o domínio, pelo mesmo acionista (ou acionistas), sobre diferentes plataformas (Web, TV aberta, TV paga, rádio, jornal, OOH).
O governo parece adotar um modelo de concessão única. Ou seja, um mesmo acionista detém direitos em várias plataformas. Do ponto de vista de distribuição de conteúdo faz todo o sentido. Do ponto de vista de controle acionário, expulsa concorrência externa.
Como essa medida expulsa a concorrência? Resposta Simples: O Ministério das Comunicações defende a extensão aos meios de comunicação digital (portais) do limite de 30% de capital estrangeiro que hoje vigora para jornal, rádio e TV.
Este é um assunto muito importante (e muito polêmico) que é pouco debatido na mídia (por motivos óbvios).
Acredito que a academia poderia propiciar um ambiente para um debate onde o contraditório pudesse ser observado para cada modelo adotado.
Todos ganhariam com o debate: usuários, clientes, fornecedores, profissionais da mídia e a sociedade.

Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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Autor: Mídias e Negócios e QUE CRISE É ESSA?

IMPÉRIO FACEBOOK

Nota: este POST foi originalmente divulgado no BLOG MODOMIDIA de Lanna Morais (Recomendo visitar o MODOMIDIA, muitas novidades por lá)

Era de se imaginar que nada se sustenta muito tempo na WEB. Second Life é um exemplo perfeito de como as novidades chegam e vão. Virou vida de segunda…

Entretanto, o Google parecia dominar isoladamente (e de forma perene) a primeira colocação no mundo digital. Os motivos eram claros: facilidade, relevância e universalidade. Nada mais fácil que digitar uma frase ou uma palavra e obter milhares de significados e explicações para ela.

A relevância está no auxílio incontestável que isso presta a cada usuário no seu dia-a-dia. Estavamos convencidos que nada poderia superar o GOOGLE. Engano digital.

Começam a pipocar evidências que existe algo que pode se contrapor ao Google: O Facebook. Primeiro foi a conquista de 500 milhões de usuários cadastrados em julho de 2010. Isso repercutiu bastante na rede com as equivalências com populações dos países. O Facebook seria o terceiro país no mundo em habitantes. Evidente exagero. Agora o banco de investimentos GOLDMAN SACHS acaba de avaliar o FACEBOOK em US$ 50 bilhões - ou aproximadamente R$ 80 bilhões. Para fazer outra comparação (exagerada), o FACEBOOK valeria mais do que o dobro do valor necessário para construir o trem-bala que conectará RIO- SP.
Está claro que o GOLDMAN SACHS não fez uma avaliação tradicional do valor do FACEBOOK. O valor presente (fluxo de caixa descontado) dificilmente atingiria US$ 50 bilhões – com uma geração de caixa anual ao redor de US$ 2 bilhões que o FACEBOOK possui hoje. No que o GOLDMAN SACHS está apostando? Nas mudanças no comportamento humano que o FACEBOOK traz.


Construi esta hipótese ao observar o comportamento de usuários em Londres:
Num Internet Cafe, perto da estação Bayswater – Hyde Park, é possível ver algo inconcebível há 5 anos: meninas islâmicas usuárias fanáticas do FACEBOOK. Sentado em um dos computadores – numa quarta-feira de janeiro de 2011 – pude observar um batalhão de meninas entre 19 e 25 anos chegando com véus (burcas) cobrindo os rostos. Já que existiam poucas posições nos computadores disponíveis, elas ficavam em fila aguardando seus 15 minutos para usar o FACEBOOK. Meu assento ficava imediatamente na direção do computador que elas estavam usando (eu havia locado o meu por duas horas), então, pude observar surpreso como era o processo.

Todas as meninas (eram 13) entravam na rede pelo FACEBOOK. Uma após outra esperavam sua vez de se conectar à rede de amigos. A curiosidade me fez ficar atento ao movimento. Arrisquei e perguntei (como se não soubesse) o que elas estavam fazendo. A que parecia mais velha no grupo (aproximadamente 25 anos) foi a única a responder: That is FACEBOOK! Ela rapidamente (e com pouca paciência) tentou me explicar o que era “aquilo”. Ouvi atento sua explicação. Quando senti que havia espaço fiz outra pergunta: ‘Seus pais sabem que vocês usam isso?’ Resposta: ‘eles não têm ideia que isso existe…’


Fiquei imaginando as consequências disso no comportamento daquelas meninas. E, mais importante, como o FACEBOOK poderia utilizar a informação disponibilizada por elas.

O FACEBOOK é a prova cabal que não se pode subestimar o poder de recuperação da economia americana. Declínio do império? Difícil imaginar. Onde, afinal, estão os servidores que armazenam os dados dessas meninas? Quem tem mais informações sobre a vida delas: os pais ou o Facebook? Mais do que uma tecnologia em rede, o FACEBOOK e uma tecnologia social. Fica difícil falar em declínio americano quando de f ato eles podem controlar as informações de meninas islâmicas melhor do que seus pais.
Começa a ficar claro o potencial que o GOLDMAN SACHS viu no FACEBOOK.