Acaba de sair o vencedor do GRAN PRIX na categoria Titanium de Cannes.
A rede varejista especialista em eletrônicos ("category killer") BEST BUY inovou ao usar redes sociais para o atendimento de clientes. E arrebatou o prêmio.
Qual foi a ação que conseguiu o máximo prêmio?
Todos os mais de 2.000 vendedores da empresa respondem às dúvidas de clientes pelo TWITTER. Os clientes têm livre acesso aos vendedores no pré e pós venda (carregam o ônus e bônus de uma venda).
Após ver a realização da ação da BEST BUY parece óbvio que este é o caminho.
Como a venda de um eletroeletrônico é uma venda técnica, a empresa inteligentemente agregou serviço ao produto, fugindo da tendência a commoditização que ocorre nesta categoria.
Poderia se diferenciar em preço ou em serviço. Como o posicionamento em preço baixo implicaria numa disputa direta com a gigante WALMART, a BEST BUY optou por estabelecer parcerias com seus fornecedores para treinamento técnico de sua equipe de vendas.
Os fornecedores, cansados das duras condições comerciais impostas pela WALMART, adoraram. Mas isto apenas não bastava, o verdadeiro juiz precisava gostar: o cliente.
Treinamento e uma nova plataforma de comunicação foram fatores chave de sucesso junto aos clientes. Presos no emaranhado tecnológico dos novos aparelhos eletrônicos, responderam positivamente a este novo canal.
Ficou faltando, entretanto, a BEST BUY apresentar algumas dificuldades não previstas: reclamações de clientes, vendedores não adaptados a ferramenta e falhas no treinamento. Afinal o "cliente não é Deus. Porquê não? Resposta: Deus perdoa..."
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.b
quarta-feira, 30 de junho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
CANNES DESCOBRE A INTERAÇÃO
Sempre fui criticado pelos publicitários por fazer uma avaliação objetiva dos prêmios e festivais de propaganda. Talvez com razão. Tenho um viés em analisar o resultado para o negócio dos anunciantes.
E ainda para meu azar minha experiência com estes eventos pareceu comprovar alguns vícios: peças fantasmas (material inscrito sem ter sido veiculado), patrocinadores premiados (financiar o evento pode ser passaporte para prêmios) e egos partidos (participantes não suportam saber que outros podem ganhar prêmios).
Existe até um manual de "como inscrever e ganhar" em Cannes.
Não é por menos: o lugar é lindo, os restaurantes bons e é uma ótima desculpa para umas férias extras.
Recebo notícias da última edição do festival de Cannes que mostram a necessidade de se reinventar.
Comentários que circulam no TWITTER das palestras de Yoko Ono e Ben Stiller sobre ‘criatividade’ vão da ironia ao escárnio. Tentaram fórmulas manjadas para trazer uma ‘nova criatividade’...
O coroamento de um festival sem Criatividade foi o resultado óbvio de uma pesquisa realizada pelo Google e apresentada no evento. Seu vice-presidente de mídia concluiu: “O nível de lembrança das campanhas que interagem com o público é maior que outras ações que não interagem”. Ahh bom !
Parece que não será de Cannes que virão as novidades.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br
E ainda para meu azar minha experiência com estes eventos pareceu comprovar alguns vícios: peças fantasmas (material inscrito sem ter sido veiculado), patrocinadores premiados (financiar o evento pode ser passaporte para prêmios) e egos partidos (participantes não suportam saber que outros podem ganhar prêmios).
Existe até um manual de "como inscrever e ganhar" em Cannes.
Não é por menos: o lugar é lindo, os restaurantes bons e é uma ótima desculpa para umas férias extras.
Recebo notícias da última edição do festival de Cannes que mostram a necessidade de se reinventar.
Comentários que circulam no TWITTER das palestras de Yoko Ono e Ben Stiller sobre ‘criatividade’ vão da ironia ao escárnio. Tentaram fórmulas manjadas para trazer uma ‘nova criatividade’...
O coroamento de um festival sem Criatividade foi o resultado óbvio de uma pesquisa realizada pelo Google e apresentada no evento. Seu vice-presidente de mídia concluiu: “O nível de lembrança das campanhas que interagem com o público é maior que outras ações que não interagem”. Ahh bom !
Parece que não será de Cannes que virão as novidades.
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SOCIAL MEDIA DAY?
Corre no TWITTER uma campanha para celebrar o SOCIAL MEDIA DAY.
Sabemos o impacto que as redes sociais estão fazendo nas mídias tradicionais com suas campanhas voluntárias e espontâneas (que acabam vazando para o mundo real...)
Exemplo mais incisivo disso pode ser considerado o #calabocagalvao que já está ultrapassado, fora de moda...
Como pesquisador de novas mídias considero importante esta interconexão que está nascendo entre as as mídias 'on e off line'. Uma ação no on line pode (sob determinadas) condições pautar a mídia off line.
As características dessas ações parecem seguir um padrao : nascem subversivas (no sentido de fugir a qualquer imposição de comportamento), se alastram de forma exponencial e terminam rapidamente quando são adotadas pelas mídias tradicionais.
Mas mesmo estes parecem ser padrões efêmeros também, pois percebo que nem eles se mostram consistentes.
De qualquer forma parece um exagero o SOCIAL MEDIA DAY.
Ou eu ainda não entendi o que há de rebelde ou subversivo nessa ação?
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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ramirogon@uol.com.br
Sabemos o impacto que as redes sociais estão fazendo nas mídias tradicionais com suas campanhas voluntárias e espontâneas (que acabam vazando para o mundo real...)
Exemplo mais incisivo disso pode ser considerado o #calabocagalvao que já está ultrapassado, fora de moda...
Como pesquisador de novas mídias considero importante esta interconexão que está nascendo entre as as mídias 'on e off line'. Uma ação no on line pode (sob determinadas) condições pautar a mídia off line.
As características dessas ações parecem seguir um padrao : nascem subversivas (no sentido de fugir a qualquer imposição de comportamento), se alastram de forma exponencial e terminam rapidamente quando são adotadas pelas mídias tradicionais.
Mas mesmo estes parecem ser padrões efêmeros também, pois percebo que nem eles se mostram consistentes.
De qualquer forma parece um exagero o SOCIAL MEDIA DAY.
Ou eu ainda não entendi o que há de rebelde ou subversivo nessa ação?
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sábado, 26 de junho de 2010
Medicina e Interatividade
Os avanços das tecnologias interativas chegam aos consultórios médicos.
Um computador é utilizado como uma recepcionista em um consultório. Faz perguntas básicas e uma triagem inicial a partir dos sintomas.
Vejam o artigo: http://www.nytimes.com/2010/06/25/science/25voice.html?pagewanted=1
Algoritmos de I.A. permitem aproximações e já preparam um perfil para o médico que fará uma análise mais acurada. Evidente que não substitui o médico, mas mostra como tirar proveito dos avanços digitais em problemas analógicos.
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Um computador é utilizado como uma recepcionista em um consultório. Faz perguntas básicas e uma triagem inicial a partir dos sintomas.
Vejam o artigo: http://www.nytimes.com/2010/06/25/science/25voice.html?pagewanted=1
Algoritmos de I.A. permitem aproximações e já preparam um perfil para o médico que fará uma análise mais acurada. Evidente que não substitui o médico, mas mostra como tirar proveito dos avanços digitais em problemas analógicos.
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quinta-feira, 24 de junho de 2010
ABUNDÂNCIA DE INFORMAÇÕES X PODER DE SÍNTESE
Recentemente reli um livro de Howard Gardner (autor de “Inteligências Múltiplas”). Um dos pontos que me chamou a atenção foi o conceito de capacidade sintetizadora. Faz sentido.
Prosperar num ambiente com a conhecida profusão de informações implica em ter uma habilidade em sintetizar, em saber extrair o ESSENCIAL. E isso não é fácil.
Na enxurrada de turbilhão de dados fragmentados e DESCONEXOS, a capacidade em associar e selecionar será um diferencial na tomada de decisões. E este movimento parece (em parte) contraditório a outra tendência: a construção do conhecimento coletivo.
A síntese é um processo (muitas vezes) individual de avaliação do que é essencial. Explicação confusa?
Um exemplo prático da dificuldade em trazer o conhecimento coletivo para um processo de síntese é a conhecida “reunião de condomínio”. Apesar de o assunto ser interesse de todos (e também por isso) a busca de um foco para solucionar um problema muitas vezes se perde.
O mesmo está ocorrendo no mundo digital. O jornalismo investigativo, com apuração detalhada do conteúdo, vem sendo varrido pela informação instantânea e com pouca profundidade. E os leitores que têm preocupação com qualidade já sentem este efeito.
Retrato dessa situação foi a pesquisa feita pela FSP (Gilberto Dimenstein – FSP – 1 março 2010) durante oito meses nas cidades de SP, Rio e Brasília. A conclusão do estudo aponta para os seguintes atributos que os leitores querem para o conteúdo jornalístico: ANALÍTICO, SINTÉTICO, PRÁTICO e INTERPRETATIVO.
Em síntese: querem ajuda para selecionar (editar?) o que importa.
Demandas que parecem simples, mas é muito difícil enfrentá-las. Dimenstein preocupa-se: “Como reduzir tantos assuntos complexos em tão poucos minutos de leitura diária? Como captar a atenção de um público cada vez mais hiperativo”.
Fica claro que este desafio não é restrito ao jornalismo. Poderíamos aplicá-lo as marcas, gestão de pessoas e a própria universidade. Envolve toda a rede de produção e disseminação de conhecimento.
A pergunta que não cala: como usufruir das possibilidades do conhecimento coletivo e produzir informação sintética?
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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@ramirogoncalez
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Prosperar num ambiente com a conhecida profusão de informações implica em ter uma habilidade em sintetizar, em saber extrair o ESSENCIAL. E isso não é fácil.
Na enxurrada de turbilhão de dados fragmentados e DESCONEXOS, a capacidade em associar e selecionar será um diferencial na tomada de decisões. E este movimento parece (em parte) contraditório a outra tendência: a construção do conhecimento coletivo.
A síntese é um processo (muitas vezes) individual de avaliação do que é essencial. Explicação confusa?
Um exemplo prático da dificuldade em trazer o conhecimento coletivo para um processo de síntese é a conhecida “reunião de condomínio”. Apesar de o assunto ser interesse de todos (e também por isso) a busca de um foco para solucionar um problema muitas vezes se perde.
O mesmo está ocorrendo no mundo digital. O jornalismo investigativo, com apuração detalhada do conteúdo, vem sendo varrido pela informação instantânea e com pouca profundidade. E os leitores que têm preocupação com qualidade já sentem este efeito.
Retrato dessa situação foi a pesquisa feita pela FSP (Gilberto Dimenstein – FSP – 1 março 2010) durante oito meses nas cidades de SP, Rio e Brasília. A conclusão do estudo aponta para os seguintes atributos que os leitores querem para o conteúdo jornalístico: ANALÍTICO, SINTÉTICO, PRÁTICO e INTERPRETATIVO.
Em síntese: querem ajuda para selecionar (editar?) o que importa.
Demandas que parecem simples, mas é muito difícil enfrentá-las. Dimenstein preocupa-se: “Como reduzir tantos assuntos complexos em tão poucos minutos de leitura diária? Como captar a atenção de um público cada vez mais hiperativo”.
Fica claro que este desafio não é restrito ao jornalismo. Poderíamos aplicá-lo as marcas, gestão de pessoas e a própria universidade. Envolve toda a rede de produção e disseminação de conhecimento.
A pergunta que não cala: como usufruir das possibilidades do conhecimento coletivo e produzir informação sintética?
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br
terça-feira, 22 de junho de 2010
Vida Privada x ambiente público: o conflito das Redes Sociais
Surgem cada vez mais evidências que as redes sociais não trazem um incremento nas mudanças nos negócios e nas relações pessoais. Elas são uma RUPTURA.
Sem fazer juízo de valor sobre se essa mudança é positiva ou negativa, cabe analisar um comportamento específico: adolescentes terminam namoro pela rede.
O site http://www.areyouinterested.com/index_nl.php?action=splash&qs= acaba de disponibilizar uma interessante pesquisa sobre o tema.
Com uma amostra de 1082 indivíduos a pesquisa mostra dados surpreendentes:
1) Quase 1 em 4 indivíduos descobriu que a companheira tinha terminado o namoro pelo perfil de uma rede social. Bastava ver se o perfil mostrava compremetida ou solteira;
2) Mais de 1 em 5 disseram que terminariam o namoro divulgando seu perfil numa rede social;
3) Quase 40% dos entrevistados atualizaram seu perfil numa rede social para mostrar quais são seus planos.
Parece algo irrelevante. Mas não é. Há impactos futuros nesse comportamento. Os mesmos comportamentos (ou mais agudos) poderão ser demonstrados com suas marcas, com seus empregadores, com seus chefes...
Os gestores estarão preparados para lidar com tal nível de exposição? Como as marcas devem se relacionar com seus usuários neste cenário?
Há mais perguntas que respostas para este imbróglio. Ótimo para academia que pode experimentar modelos
Sem fazer juízo de valor sobre se essa mudança é positiva ou negativa, cabe analisar um comportamento específico: adolescentes terminam namoro pela rede.
O site http://www.areyouinterested.com/index_nl.php?action=splash&qs= acaba de disponibilizar uma interessante pesquisa sobre o tema.
Com uma amostra de 1082 indivíduos a pesquisa mostra dados surpreendentes:
1) Quase 1 em 4 indivíduos descobriu que a companheira tinha terminado o namoro pelo perfil de uma rede social. Bastava ver se o perfil mostrava compremetida ou solteira;
2) Mais de 1 em 5 disseram que terminariam o namoro divulgando seu perfil numa rede social;
3) Quase 40% dos entrevistados atualizaram seu perfil numa rede social para mostrar quais são seus planos.
Parece algo irrelevante. Mas não é. Há impactos futuros nesse comportamento. Os mesmos comportamentos (ou mais agudos) poderão ser demonstrados com suas marcas, com seus empregadores, com seus chefes...
Os gestores estarão preparados para lidar com tal nível de exposição? Como as marcas devem se relacionar com seus usuários neste cenário?
Há mais perguntas que respostas para este imbróglio. Ótimo para academia que pode experimentar modelos
COPA, EUA e MÍDIAS SOCIAIS
Sempre se buscou que o futebol atingisse sua última fronteira no mundo: os EUA.
Várias foram as tentativas, desde a criação do time COSMOS que levou Pelé aos EUA na dácada de 70 passando pela realização da copa em 94.
Parece que agora este objetivo está parcialmente obtido.
Alguns fatores estão empurrando os EUA para o futebol (ou vice versa): aumento da população hispânica, esporte com maior penetração entre meninas americanas (fato curioso para os brasileiros) e mídias sociais... Mídias sociais? Sim.
E quem fala ísso é a maior empresa de pesquisa e audiência do mundo: a NIELSEN.
“Graças às mídias sociais e o reforçado acesso aos jogos e às notícias pelo mundo, a febre do ‘soccer’ atingiu a massa no país”, disse Stephen Master, vice-presidente de esportes da Nielsen, em entrevista ao Daily Finance (Fonte: FSP Copa do mundo 22 junho).
O uso do TWIITER por americanos para comentários bateu recordes de audiência.
Os americanos normalmente indiferentes ao futebol quiserem entender por que se falava tanto deste evento. Provavelmente curiosos para entender o que suas filhas estão acompanhando na WEB.
De qualquer forma mais um elemento que confirma a hipótese que a mídia On line pode pautar a mídia off line.Continuamos acompanhando o comportamento das mídias com curiosidade. Ainda não existem fórmulas, apenas experimentos. O que torna o assunto cada vez mais interessante.
Várias foram as tentativas, desde a criação do time COSMOS que levou Pelé aos EUA na dácada de 70 passando pela realização da copa em 94.
Parece que agora este objetivo está parcialmente obtido.
Alguns fatores estão empurrando os EUA para o futebol (ou vice versa): aumento da população hispânica, esporte com maior penetração entre meninas americanas (fato curioso para os brasileiros) e mídias sociais... Mídias sociais? Sim.
E quem fala ísso é a maior empresa de pesquisa e audiência do mundo: a NIELSEN.
“Graças às mídias sociais e o reforçado acesso aos jogos e às notícias pelo mundo, a febre do ‘soccer’ atingiu a massa no país”, disse Stephen Master, vice-presidente de esportes da Nielsen, em entrevista ao Daily Finance (Fonte: FSP Copa do mundo 22 junho).
O uso do TWIITER por americanos para comentários bateu recordes de audiência.
Os americanos normalmente indiferentes ao futebol quiserem entender por que se falava tanto deste evento. Provavelmente curiosos para entender o que suas filhas estão acompanhando na WEB.
De qualquer forma mais um elemento que confirma a hipótese que a mídia On line pode pautar a mídia off line.Continuamos acompanhando o comportamento das mídias com curiosidade. Ainda não existem fórmulas, apenas experimentos. O que torna o assunto cada vez mais interessante.
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