Era 25 de maio de 1995 quando o primeiro site brasileiro entrou em funcionamento na WEB: www.bradesco.com.br.
Seria redundante se mostrar espantado com a velocidade com que a WEB trouxe mudanças. Todos sabemos o impacto que houve na vida cotidiana e nas empresas.
O que não é novo são mudanças no mundo REAL causadas pelo mundo VIRTUAL.
Existem várias: conhecimento colaborativo, liderança em rede e relacionamento MARCA-CONSUMIDOR.
Este último é o que nos interessa do ponto de vista de modelos de negócios. Nas décadas de 80 e 90 forma montados os SACs das empresas onde reclamações, dúvidas no uso de produtos e sugestões eram gerenciadas pelas empresas.
A WEB trouxe uma nova perspectiva para o SAC: Por que não trazer para o SAC as propriedades das redes sociais? Que tal fazer o consumidor responder dúvidas de outro consumidor?
A princípio a ideia é estranha para quem está acostumado ao mundo analógico, mas aos poucos esse novo relaciomento MARCA-CONSUMIDOR vai mostrando seus benefícios. A NOKIA estimula que usuários de seus produtos criem blogs para responder dúvidas no uso de aparelhos específicos de sua linha de celulares. A ideia é interessante pois o consumidor pode explorar com outros as melhores práticas e usos dos produtos.
Evidente que a solução é mais complexa para ser implantada. Exige monitoramento e mediação dessas interações entre consumidores.
Várias empresas de pesquisa já perceberam isso e lançaram sistemas de monitoramento de REDES SOCIAIS. Cito alguns sistemas de uso regular por grandes anunciantes: BuzzMetrics, VideoCensus e E-LIFE.
Quem pretende trabalhar com C.R.M. ou SAC deve ficar atento a esses novos usos da WEB.
Mais lenha para o debate no dia 17 de junho na FEA com o Prof. Celso, UNILEVER E SANTANDER.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br
segunda-feira, 31 de maio de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
FUTEBOL, FUTURO E MÍDIAS
Quem se aprofunda um pouco nas tendências das mídias percebe que produção de conteúdo ao vivo será uma busca das TVs abertas. O raciocínio é simples: com a profusão de plataformas, com acesso a qualquer momento e de qualquer lugar, o diferencial será a notícia instantânea.
Acabo de ver a notícia que a Rede Globo renovou o campeonato paulista aumentando em até 105% o valor do patrocínio aos 4 grandes (Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo). Trata-se de uma inteligente estratégia defensiva. Não temos a mínima ideia de como serão as plataformas de comunicação daqui a 5 anos, mas temos CERTEZA que acompanhar um jogo de futebol AO VIVO continuará sendo uma paixão dos brasileiros.
A Rede Globo parece estar confirmando algumas das hipóteses levantadas no livro “O futuro das Mídias e seus modelos de negócios”. Lá propomos que a tendência para as mídias de massa é gerar conteúdo ao vivo e interativo. O futebol cumpre este papel no AO VIVO, mesmo que ainda tenha pouca ou nenhuma interatividade.
Outros formatos irão surgir (atenção leitor- ótima oportunidade em apresentar/criar novos formatos), mas sempre buscando a instantaneidade e a interatividade.
Outra tendência é o uso das mídias sociais para estabelecer uma relação entre consumidor-marca, especialmente no atendimento ao consumidor. Tema de outro post que farei aqui no blog do Prof. Grisi.
Mais lenha para o debate do dia 17 de junho na FEA USP.
Acabo de ver a notícia que a Rede Globo renovou o campeonato paulista aumentando em até 105% o valor do patrocínio aos 4 grandes (Corinthians, Santos, Palmeiras e São Paulo). Trata-se de uma inteligente estratégia defensiva. Não temos a mínima ideia de como serão as plataformas de comunicação daqui a 5 anos, mas temos CERTEZA que acompanhar um jogo de futebol AO VIVO continuará sendo uma paixão dos brasileiros.
A Rede Globo parece estar confirmando algumas das hipóteses levantadas no livro “O futuro das Mídias e seus modelos de negócios”. Lá propomos que a tendência para as mídias de massa é gerar conteúdo ao vivo e interativo. O futebol cumpre este papel no AO VIVO, mesmo que ainda tenha pouca ou nenhuma interatividade.
Outros formatos irão surgir (atenção leitor- ótima oportunidade em apresentar/criar novos formatos), mas sempre buscando a instantaneidade e a interatividade.
Outra tendência é o uso das mídias sociais para estabelecer uma relação entre consumidor-marca, especialmente no atendimento ao consumidor. Tema de outro post que farei aqui no blog do Prof. Grisi.
Mais lenha para o debate do dia 17 de junho na FEA USP.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
QUEM PODE BRINCAR COM A MARCA?
Nos dias 21 e 22 de maio quem acessou o GOOGLE percebeu que o logo estava diferente. Nada de novo. Rotineiramente o GOOGLE faz isso (basta lembrar da homenagem que fez ao Rio de Janeiro quando ganhou a sede das OLIMPÍADAS de 2012) . Ocorre que este era um “doodle" (logo comemorativo) -jogável .
Interessante como o GOOGLE se dá a liberdade de transgredir regras estabelecida (e muitas vezes ultrapassadas). Quantas vezes aprendemos que o LOGO é sagrado e não pode ser alterado? A empresa inverteu a lógica e permitiu que o Pac-Man fosse jogado pelo usuário.
Para jogar bastava ir para a página inicial do Google e clicar "Insert Coin", que substituiu a frase "Estou com sorte". O controle do Pac-Man ficava nas setas do teclado.
O som era o original do Pac-Man. Mas não era somente isso, fiquei espantado ao saber que havia uma pegadinha no jogo. Se clicasse duas vezes no botão "Insert coin" você poderia interagir com outro jogador.
Eu somente percebi a brincadeira na terceira busca. Parece que não estava só. Pesquisa do instituto americano RecueTime, informa que 75% das pessoas que viram o cenário do Pac-Man no lugar da logo não perceberam que o doodle era jogável.
O que realmente importa é que 25% perceberam. É uma enorme audiência que interagiu com a marca. Além disso em média os internautas passaram 36 segundos a mais na página inicial do Google na última sexta-feira, em comparação com dias comuns.
Surpresa como esta mostra como dogmas de comunicação e publicidade podem desmoronar no mundo on line.
Muito a descobrir e debate no dia 17 de junho em evento conjunto FEA/USP e FEA.
RAMIRO GONÇALEZ
Inteligência de Mercado e Mídias
FIA
@RAMIROGONCALEZ
ramirogon@uol.com.br
Interessante como o GOOGLE se dá a liberdade de transgredir regras estabelecida (e muitas vezes ultrapassadas). Quantas vezes aprendemos que o LOGO é sagrado e não pode ser alterado? A empresa inverteu a lógica e permitiu que o Pac-Man fosse jogado pelo usuário.
Para jogar bastava ir para a página inicial do Google e clicar "Insert Coin", que substituiu a frase "Estou com sorte". O controle do Pac-Man ficava nas setas do teclado.
O som era o original do Pac-Man. Mas não era somente isso, fiquei espantado ao saber que havia uma pegadinha no jogo. Se clicasse duas vezes no botão "Insert coin" você poderia interagir com outro jogador.
Eu somente percebi a brincadeira na terceira busca. Parece que não estava só. Pesquisa do instituto americano RecueTime, informa que 75% das pessoas que viram o cenário do Pac-Man no lugar da logo não perceberam que o doodle era jogável.
O que realmente importa é que 25% perceberam. É uma enorme audiência que interagiu com a marca. Além disso em média os internautas passaram 36 segundos a mais na página inicial do Google na última sexta-feira, em comparação com dias comuns.
Surpresa como esta mostra como dogmas de comunicação e publicidade podem desmoronar no mundo on line.
Muito a descobrir e debate no dia 17 de junho em evento conjunto FEA/USP e FEA.
RAMIRO GONÇALEZ
Inteligência de Mercado e Mídias
FIA
@RAMIROGONCALEZ
ramirogon@uol.com.br
terça-feira, 25 de maio de 2010
A TV aberta vai aos poucos dando espaço para outras mídias
A quantidade de televisores ligados no horário nobre, durante o ano de 2009, manteve-se estável. Durante o horário nobre, 57,7% dos aparelhos estiveram ligado, enquanto, no anterior, a marca era de 58%. Uma diferença pequena, mas que aponta para um quadro de redução da audiência, uma vez que mais de 42 em cada 100 televisores ficam desligados.
Os melhores anos, a partir de 2001, foram 2005 e 2006, que tiveram 60,6% e 60,2%, respectivamente. Em 2007, o índice foi de 57,6% aparelhos ligados no horário nobre.
Claro que será preciso lembrar que durante os 9 anos de realização da pesquisa, a quantidade de aparelhos de TV cresceu no país. De acordo com a Mídia Dados, havia 41,1 milhões de televisores no Brasil em 2001, número que subiu para 53,4 milhões no ano passado.
Então, os especialistas estão cogitando que as pessoas não estão necessariamente deixando de usar seu aparelho, mas que estão usando o aparelho para outras finalidades ou migrando cada vez mais para a TV paga. Em outras palavras, isso aponta para mudanças nos hábitos dos consumidores de mídia. Acho que já podemos iniciar uma discussão sobre essa mudança no próximo dia 17/6, na FEA/USP, em evento sobre comunicação em mídia on line e off line.
A mesma pesquisa mostra que, durante esse período, no alcance da cobertura dos canais abertos, a Record é a emissora que mais se expandiu. De 2001 para 2009, o canal evoluiu de 76,8% dos televisores para 93,2% – ultrapassando a RedeTV! (80,8%) e a Band (87,9%).
O SBT está em segundo lugar na profundidade, presente em 95,5% das casas. A Globo, como de costume, vem na ponta com 99,6%. Mesmo que a liderança seja mantida, a conclusão é que, de fato, engrossou para a Globo.
PROF CELSO GRISI
PRESIDENTE FRACTALCONSULT
Livre docente FEA - USP
Os melhores anos, a partir de 2001, foram 2005 e 2006, que tiveram 60,6% e 60,2%, respectivamente. Em 2007, o índice foi de 57,6% aparelhos ligados no horário nobre.
Claro que será preciso lembrar que durante os 9 anos de realização da pesquisa, a quantidade de aparelhos de TV cresceu no país. De acordo com a Mídia Dados, havia 41,1 milhões de televisores no Brasil em 2001, número que subiu para 53,4 milhões no ano passado.
Então, os especialistas estão cogitando que as pessoas não estão necessariamente deixando de usar seu aparelho, mas que estão usando o aparelho para outras finalidades ou migrando cada vez mais para a TV paga. Em outras palavras, isso aponta para mudanças nos hábitos dos consumidores de mídia. Acho que já podemos iniciar uma discussão sobre essa mudança no próximo dia 17/6, na FEA/USP, em evento sobre comunicação em mídia on line e off line.
A mesma pesquisa mostra que, durante esse período, no alcance da cobertura dos canais abertos, a Record é a emissora que mais se expandiu. De 2001 para 2009, o canal evoluiu de 76,8% dos televisores para 93,2% – ultrapassando a RedeTV! (80,8%) e a Band (87,9%).
O SBT está em segundo lugar na profundidade, presente em 95,5% das casas. A Globo, como de costume, vem na ponta com 99,6%. Mesmo que a liderança seja mantida, a conclusão é que, de fato, engrossou para a Globo.
PROF CELSO GRISI
PRESIDENTE FRACTALCONSULT
Livre docente FEA - USP
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Época de Mudanças ou Mudança de ÉPOCAS:
Acabamos o primeiro debate sobre MÍDIAS E MODELOS DE NEGÓCIOS.
Este post é propositadamente sintético, para que aqueles que participaram do evento coloquem seus comentários. CONSTRUAM SUA PRÓPRIA LEITURA DO DEBATE.
SÍNTESE:
Ana Estela trouxe a visão da integração total com foco na qualidade da informação.
Paulo Lima apresentou seu modelo de criação de conteúdo para marcas.
Júlio Zaguini mostrou que o usuário vai definir os rumos das mídias.
Qual sua visão do debate? O que aprendeu ? O que ele contribuiu para entendermos melhor o futuro das mídias?
Este post é propositadamente sintético, para que aqueles que participaram do evento coloquem seus comentários. CONSTRUAM SUA PRÓPRIA LEITURA DO DEBATE.
SÍNTESE:
Ana Estela trouxe a visão da integração total com foco na qualidade da informação.
Paulo Lima apresentou seu modelo de criação de conteúdo para marcas.
Júlio Zaguini mostrou que o usuário vai definir os rumos das mídias.
Qual sua visão do debate? O que aprendeu ? O que ele contribuiu para entendermos melhor o futuro das mídias?
quarta-feira, 19 de maio de 2010
TWITTER LUTA PARA CRIAR UM MODELO DE NEGÓCIOS
A revista EXAME traz hoje artigo sobre a luta do Twitter em encontrar seu modelo de negócios. Abaixo um trecho. Conteúdo Completo apenas para assinantes.
O Twitter planeja ter centenas de anunciantes participando de seu novo sistema de publicidade no quarto trimestre, com a aceleração de planos para se tornar um negócio lucrativo e autônomo em termos de receita.
O vice-presidente de operações Dick Costolo informou que o sistema de publicidade recém-lançado pela companhia seria uma base essencial nos planos do Twitter para transformar seu popular serviço em uma operação lucrativa e capaz de sustentar a generosa avaliação de mercado da empresa.
"Fomos avaliados em mais de 1 bilhão de dólares, em setembro, e por isso vamos viver em um mundo no qual precisaremos gerar centenas de milhões de dólares em receita", disse Costolo à Reuters. "Estamos pensando sobre números muito, muito altos."
Costolo disse acreditar que a empresa sairá do vermelho no futuro. Mas não quis revelar o cronograma para chegar ao lucro, que a empresa no momento espera gerar por meio de seu sistema de publicidade e de um sistema de contas comerciais que deve ser lançado em julho ou agosto.
"Não estamos de forma alguma calculando que precisamos estar acima dos 100 milhões de dólares em tal data e acima dos 10 bilhões de dólares em tal outra data", afirmou.
A empresa está no momento acrescentando cerca de 12 novos anunciantes ao programa "Promoted Tweets", lançado com a participação de cinco anunciantes no mês passado, disse Costolo. Até o quarto trimestre, ele antecipa que haja centenas de anunciantes participando.
"Nosso plano é expandir o programa de forma realmente agressiva no terceiro trimestre e atingir o mercado mais amplo no quarto trimestre", disse Costolo. O site afirma ter cerca de 100 milhões de usuários do serviço de microblog.
O serviço vem cada vez mais desafiando os gigantes estabelecidos da Web, como Yahoo e Google, na disputa pelo tempo online dos usuários. Em janeiro, o Google lançou um serviço de mensagens sociais chamado Google Buzz que assemelha-se a muitos dos recursos do Twitter.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br
O Twitter planeja ter centenas de anunciantes participando de seu novo sistema de publicidade no quarto trimestre, com a aceleração de planos para se tornar um negócio lucrativo e autônomo em termos de receita.
O vice-presidente de operações Dick Costolo informou que o sistema de publicidade recém-lançado pela companhia seria uma base essencial nos planos do Twitter para transformar seu popular serviço em uma operação lucrativa e capaz de sustentar a generosa avaliação de mercado da empresa.
"Fomos avaliados em mais de 1 bilhão de dólares, em setembro, e por isso vamos viver em um mundo no qual precisaremos gerar centenas de milhões de dólares em receita", disse Costolo à Reuters. "Estamos pensando sobre números muito, muito altos."
Costolo disse acreditar que a empresa sairá do vermelho no futuro. Mas não quis revelar o cronograma para chegar ao lucro, que a empresa no momento espera gerar por meio de seu sistema de publicidade e de um sistema de contas comerciais que deve ser lançado em julho ou agosto.
"Não estamos de forma alguma calculando que precisamos estar acima dos 100 milhões de dólares em tal data e acima dos 10 bilhões de dólares em tal outra data", afirmou.
A empresa está no momento acrescentando cerca de 12 novos anunciantes ao programa "Promoted Tweets", lançado com a participação de cinco anunciantes no mês passado, disse Costolo. Até o quarto trimestre, ele antecipa que haja centenas de anunciantes participando.
"Nosso plano é expandir o programa de forma realmente agressiva no terceiro trimestre e atingir o mercado mais amplo no quarto trimestre", disse Costolo. O site afirma ter cerca de 100 milhões de usuários do serviço de microblog.
O serviço vem cada vez mais desafiando os gigantes estabelecidos da Web, como Yahoo e Google, na disputa pelo tempo online dos usuários. Em janeiro, o Google lançou um serviço de mensagens sociais chamado Google Buzz que assemelha-se a muitos dos recursos do Twitter.
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br
terça-feira, 18 de maio de 2010
EVENTO COMPLETO
NOVAS MÍDIAS E SEUS MODELOS DE NEGÓCIOS
Debatedores:
Ana Estela Editora FOLHA DE SÃO PAULO
Paulo Lima Editor TRIP
Julio Zaguini – Diretor de Negócios GOOGLE
Celso Grisi FEA USP / FIA
Moderação/provocação:
Ramiro Gonçalez POLI /FIA
Data: 20 de maio 2010
Horário: 19:00 - 22:00 h
Local: FEA USP
Público: alunos de pós FEA (80 lugares)
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
Inteligência de mercado e mídia
@ramirogoncalez
ramirogon@uol.com.br
Debatedores:
Ana Estela Editora FOLHA DE SÃO PAULO
Paulo Lima Editor TRIP
Julio Zaguini – Diretor de Negócios GOOGLE
Celso Grisi FEA USP / FIA
Moderação/provocação:
Ramiro Gonçalez POLI /FIA
Data: 20 de maio 2010
Horário: 19:00 - 22:00 h
Local: FEA USP
Público: alunos de pós FEA (80 lugares)
Prof Ramiro Gonçalez - FIA
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